É! Pela primeira vez na vida tiro férias remuneradas! As outras foram forçadas e sem remuneração (o que não vem ao caso...). Vamos ao Peru! China, Bocão e eu. E o objetivo:
Será um caminho árduo, mas valerá a pena. Vejam:
Se o Bocão não voltar, é por que o matei no caminho. Se o China não voltar, é porque ele se perdeu da gente, olhando pra cima. Se eu não voltar, ou fui morto por um pai inconformado ou boliviana apaixonada, ou pisoteado por uma manada de lhamas. Por favor alguém invada aqueles países no intuito de vigar minha morte! É só o que peço.
Um abraço a todos y hasta la vista!
Trilha sonora: "Apple Scruff" George Harrison [marcomello]
Em 2003 a revista inglesa Rolling Stone fez uma 'eleição' dos 500 maiores álbuns da história. E não é que os maiores de todos dominaram os 20 primeiros lugares. Daí reitero minha opinião de que "tudo vem dos Beatles". Vejam abaixo os 20 primeiros na lista:
1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, The Beatles 2. Pet Sounds, The Beach Boys 3. Revolver, The Beatles 4. Highway 61 Revisited, Bob Dylan 5. Rubber Soul, The Beatles 6. What's Going On, Marvin Gaye 7. Exile on Main Street, The Rolling Stones 8. London Calling, The Clash 9. Blonde on Blonde, Bob Dylan 10. The Beatles ("The White Album"), The Beatles 11. The Sun Sessions, Elvis Presley 12. Kind of Blue, Miles Davis 13. Velvet Underground and Nico, The Velvet Underground 14. Abbey Road, The Beatles 15. Are You Experienced?, The Jimi Hendrix Experience 16. Blood on the Tracks, Bob Dylan 17. Nevermind, Nirvana 18. Born to Run, Bruce Springsteen 19. Astral Weeks, Van Morrison 20. Thriller, Michael Jackson
Se eu concordo com tudo? Nem fodendo. Mas que é divertido e saudável olhar listas, discutí-las, discorda-las e os cambaus, isso é. God save The Beatles!
É isso! Trilha sonora: "It´s not for you" George Harrison [markomello]
Show fodidamente incrível, com Lanny Gordin na guitarra e tocando o primeiro álbum dele, de 1972 entitulado "Jards Macalé". Primeira vez que fui ao Teatro Municipal, e achei incrível! Bonito de verdade.
Deixo aqui uma letra do Luis Melodia que o Macalé canta no disco que foi apresentado nesse concerto.
Farrapo Humano
Eu Canto Suplico Lastimo Não Vivo Contigo Sou Santo, Sou Franco Enquanto Não Caio Não Brigo Me Amarro, Me Encarno Na Sua Mas Estou Prá Estourar Eu Choro Tanto, Me Escondo, Não Digo Viro Um Farrapo, Tento O Suicídio Com Um Caco De Telha Ou Caco De Vidro Só Falo Na Certa Repleta De Felicidade Me Calo Ouvindo Seu Nome Por Entre A Cidade Não Choro, Só Zango, Eu Resisto Fico No Lugar Eu Choro Tanto, Me Escondo, Não Digo Viro Um Farrapo, Tento O Suicídio Com Um Caco De Telha Ou Caco De Vidro Estou Muito Acabado, Tão Abatido Minha Companheira Que Venha Comigo Mas Eu Estou Pra Estourar Pra Me Zangar, Pra Me Acabar Eu Choro Tanto, Me Escondo,Não Digo Viro Um Farrapo, Tento O Suicídio Com Um Caco De Telha Ou Caco De Vidro Da Melhor Maneira Possível.
Alô criançada, não sou o Bozo, mas acabei de chegar. Tenho negligenciado muito esse espaço aqui, mas é que anda cruel. São muitos os espaços que tenho matido na internet. Além de orkut e blog, andei me enveredando a outros sites como myspace e flickr. E já que nao escrevia aqui fazia milhares de anos, vim aqui só pra "divulgar" (nao sei pra que) meus outros 'projetos' (projeto? hahahahahahahahahaha, pareço ex-BBB falando). Seguem os links onde podem me encontrar:
O grande brother, escritor, colunista de assuntos sentimentais, comportamentais e esportivos Xico Sá mais uma vez cita o personagem que vos escreve em sua coluna semanal na Folha de São Paulo.
E 'Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro!'
XICO SÁ
Pedro Paulo Soares Pereira Santos
Mano Brown é torcedor que não permite gracejo com seu amor, preto-e-branco, o qual quer ver reinar na sua área
AMIGO TORCEDOR , amigo secador, conheço muitos chapas com uma devoção aos seus times, Marko é tricolor ao infinito, para ele o mundo é branco, vermelho e preto , Marcelo, de Santo André, é mais verde que o Incrível Hulk, Marivaldo, lá em Taipas, mata e morre pelo Corinthians, um mosqueteiro que vale por mil doentes. No Rio, Jorge Ben é Flamengo, a quem ama muito mais que a própria nega, Teresa, lembra?, Paulinho da Viola é Vasco, assim como Chico é das Laranjeiras, os Joões, sejam Sales ou sejam Silvas, são como o João Máximo, todos Botafogo. Lamartine Babo, bem, é um caso à parte, o cara fez os hinos do Fla, do Flu, da Cruz de Malta e da Estrela Solitária, mas repare bem, veja como a música, ao contrário do futebol, tem sua lógica, foi o hino do América que mereceu mais capricho, "hei de torcer, torcer, torcer, hei de torcer até morrer, morrer, morrer... pois a torcida americana é mesmo assim, a começar por mim...". Cartola? Ah, Cartola, como mostra o documentário de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira, era mais de dona Zica e da Mangueira do que qualquer clube, pois no amor e no samba a regra é preta e linda como o amor a uma mulher ou a uma escola. Capiba era Náutico, como mestre Canibal, do punk-rock hardcore lá do Alto Zé do Pinho. Já o Faces do Subúrbio é dividido, tem de tudo, se brincar tem até torcedor do Íbis. Luiz Gonzaga não ligava muito, mas tinha queda pelo Icasa de Juazeiro, ali na vizinhança da chapada. Chico Science, salve, era Santa, como a maioria das bandas de Olinda... Ou era Sport, como Zero Quatro e família? Outro, me lembro, que não era muito chegado, se fosse fanático, essa dúvida eu não teria, era do groove, do James Brown Futebol Clube, com quem bate a sua bola honesta na meia-lua do salão do baile black. De torcedor doente ou de secador maluco, todo mundo tem um pouco. Anônimo ou famoso, a febre de bola é inevitável, vai além da camada de ozônio, além de termômetros no suvaco, muito além do aquecimento do planeta, o jogo é jogado, o resto é lenda. Mas amor à camisa mesmo, amor em preto-e-branco, com o amarelo das antigas e o blues das dores portuárias, amor à camisa sem limite, de verdade verdadeira, é o amor de Mano Brown pelo Santos. Pouco amor não é amor, como dizia o velho Nelson, na boa, confesso, nunca vi amar um clube com tanto zelo. Não permite que se fale nada negativo, nem de brinquedo, não estou falando de torcedor de sofá, o santista é da arquibancada, do cimento. E uma de suas missões é dizer a todo mundo o quanto o Santos é grande. Já disse isso para atletas, técnicos. E me disse isso, na lata, de corpo presente, no nosso encontro entre quatro santistas, para não deixar quicar a bola de qualquer dúvida. Onde estiver, Brown estará lembrando: o Santos é o maior de todos. E deixo aí um tira-teima para o debate entre Kfouri e Torero: Mano Brown prefere que o Peixe enfileire vários certames paulistas em vez da obsessão megalô da Libertadores, rubrico embaixo, três vias, carimbo. Você tem que ser grande na sua área, ser respeitado no seu terreiro, ainda mais para um time que ganhou tudo, no tempo em que o Mundial era o que era, Mundial mesmo, nada de Copa Toyota, sem ranking fajuto. Brown, passional e racional, quer o Santos jogando mais em São Paulo, no tamanho da metrópole, milhões de habitantes, multiplicação dos pães e da espécie, sabe como é, filho de peixe peixinho é. É bíblico. Como nas invasões das antigas, em que os alvinegros faziam filas de conquistas no Morumba, sem essa de ceder o mando ao Parque Antarctica, como no clássico de domingo. Agora um rápido verso sampleado: Santos, sempre Santos, demoro, já é, como é grande, o meu amor... (pausa) por você!
Como eu disse outro dia (quando ainda escrevia algo aqui): Futebol é pra quem gosta de verdade. Torcedorzinho me irrita!
Coluna semanal do brother Xico Sá, depois de uma conversa que tivemos no lamçamento do livro do Pereio. Grande figura! (apesar de eu não concordar em 100% a respeito do mata-mata) Vale a citação à minha pessoa...
XICO SÁ
Saudade do mata-mata
Reconheço que o sistema de pontos corridos é bem mais honesto, mas eu tolero uma injustiçazinha no futebol
AMIGO torcedor, amigo secador, vai chegando o fim dos campeonatos e me bate uma saudade esquisita de um mata-mata, saca? Saudade de uma injustiçazinha ludopédica, sabe o oitavo classificado dando uma surra no líder e roubando-lhe a vaga no certame? O sétimo batendo no segundo, o mundo virando pelo avesso nos últimos cem metros. Sei, não careço de corretivo ou histeria politicamente correta, sei que o sistema de pontos corridos é bem mais honesto, mas se tem um lugar que eu tolero uma injustiçazinha é no campo de futebol, como isso dá gosto ao desporto. Sim, você aí, leitor chato e atento, vai dizer, qual um sociólogo fajuto, que a injustiça do futebol reflete na sociedade etc etc. Balela. Se fosse assim, teríamos o país mais sensacional do mundo, justíssimo, afinal de contas somos quase sempre os melhores em campo. Não é só o zelo pela arte de secar que me provoca tal sentimento nem a larga vantagem tricolor (maior agora, após o embate com o time da estrela solitária) que me faz brincar na lama da incorreção e da suspeita. É algo bem mais sério e misterioso, como se pulgas nostálgicas me atacassem no justo momento em que o cronista estava ainda sem assunto. Porque torcedor que é torcedor e secador que é secador jamais reconhecem a justeza na derrota. Isso é coisa da crônica hipócrita. Aquela mesma que adora uma baixaria dentro de campo, aproveita a violência para vender jornal ou aumentar a audiência, mas vem com a cara mais lavada desse mundo dizer que é lamentável, que é mau exemplo, que a sociedade não pode mais tolerar esse tipo de coisa et caverna. Quer coisa mais moralista e supostamente justa do que o maldito tira-teima das tevês? CPI já naquele tira-teima que viu um impedimento de nove centímetros no gol legítimo no San-São do último domingo. Você acredita? Aquilo foi o Proconsult do Campeonato Brasileiro. Proconsult, para quem ainda é muito jovem, foi aquele caso em que a Globo tentou tirar a eleição de Brizola para o governo do Rio, nos idos de 1982. Quer ver outra "justiça" tardia e sem graça? O caso desse menino do Figueirense, o Carlos Alberto, motivo de uma tequila a mais anteontem em prosa com o meu amigo Marko, tricolor doente. Isso dá seminários e mais seminários de ética na PUC, na USP, na OAB, mas no frigir dos ovos, como diziam os narradores das antigas, o argumento do filme sai em duas, três linhas: menino pobre vê chance de subir na vida pelo futebol e, com a ajuda da estrutura futebolística em voga, é motivado a alterar (e altera) a idade e vai em busca do tempo perdido. Aqui no nosso tribunal shakespeareano, sob os olhos de Dimas, o bíblico, bravo garoto do subúrbio, você está livre de qualquer culpa; se foi crime, já foi prescrito. Carlos, você é só mais um João Grilo involuntário, um Lazarilho de Tormes, um herói do acaso picaresco, não é possível que sobre justo para você no meio de tantos mais velhos que subtraem não na idade, mas nos nossos bolsos. Estou contigo, se precisares de um ombro, uma cachaça redentora, daquela que ergue os olhos e faz até de um mendigo um homem altivo, como meu amigo Isaías que dorme ali na frente do Bingo Augusta, conte comigo.
Complexo B Feliz da vida com o Galo, o chapa Kiko Goifman, reflete, depois do golaço de Galvão contra o São Raimundo: "Deveríamos ter a opção de continuar na Segundona, mesmo sabendo que vamos brilhar na primeira". A torcida do Atlético-MG é mesmo o grande acontecimento esportivo deste ano.
Triste Bahia Uma torcida tão fiel quanto à do Galo é a do Bahia. E na C. Se seguir na Terceirona, será mais fiel ainda. Futebol é como sexo, velho marquês de Sade, quanto mais perverso melhor!
xico.folha@uol.com.br
É isso aí! Futebol é pra quem gosta de verdade. Torcedorzinho me irrita!
Abraços
Trilha Sonora: "Edge of the world" - Faith No More
Sim, caros amigos paulistanos. Fui ao Rio de Janeiro. Venci meus preconceitos e fui. Faz um tempo já, foi no feriado de 07 de setembro, e vos digo: foi ducaralho!
O Rio é foda! Porque:
- muita mulher gostosa, - estacionamento ultra barato, - estádios legais (fui ao Maraca e a São Januário) - não que eu tome, mas cerveja tabelada na praia a 2,50 é classe, - carioca é gente fina, - pagar na barraca da praia com VISA Electron é luxo!, - rodízio de petiscos a 10,90 com uma infinidade de quitutes,
E algumas coisas engraçadíssimas que aconteceram lá, tais quais:
- Sapo se cagando no Corcovado, - Rochinha chorando por causa do Rankinha (ranking do Rochinha), - polícia correndo de polícia no Maraca - Sapo fugindo da briga no Maraca
Não conhecem o Rochinha? Assistam ao vídeo abaixo e vejam "que bunitinho", hahahahhahahaha
e outros vídeos cariocas"
O Rio é bem legal, mas São Paulo é minha casa! Aqui tem sanduíche de perni, churros na Moóca, bar do Tota e os malacabados mais malacabados do mundo! E "Salve o Tricolor Paulista!!!!"
Já! TRilha sonora: "Sitting on the road side" - Arnaldo Baptista [marcoantoniomello]
Me indigna! Me indigna muito essa classe do jornalismo esportivo. Essa classe de polemistas, classe parcial, onde tudo o que acontece pra um clube não vale para o outro. É o caso de "uma mentira dita 100 vezes vira verdade". E citarei exemplos para tentar melhor explicar o que estou dizendo. Comecemos pelo pior de todos, Sr. Milton Neves. Um idiota, sempre com opiniões que se preocupam mais com a repercussão que a mesma vai dar do que propriamente com o conteúdo da mesma. Pra ele o Santos FC é sempre prejudicado, o Corinthians sempre ganha roubado (sempre não, mas muitas vezes), o São Paulo não será campeão (secador nato do time do Morumbi) e o Palmeiras... ah, do Palmeiras ele pouco fala. Além de tudo isso é o 'rei do merchan', seus programas são insuportavelmente recheados de merchandising. A cada bloco são "gols do Brasil" e merchan, opiniões dos comentaristas e merchan. Além de ter em sua companhia os mais chatos jornalistas do Brasil (salvo excessões). Bons tempos em que ele não queria conquistar o mundo e se resumia à Rádio Jovem Pan e seu (antigo) ótimo Terceiro Tempo. Outro que me irrita, mas esse eu, vez ou outra, acho graça é o boçal do Chico Lang. O retardado não entende patavina de futebol, tem opiniões sempre favoráveis ao "time da marginal sem número", os outros clubes sempre estão em crise e o curintia tá sempre na boa. Disse que o São Paulo FC perder a Libertadores foi uma vergonha, quando vergonha foi "seu" time quem deu o maior vexame do ano. Quer analisar lances com imagens da Gazeta, a 200 metros de distância, como se ali estivesse. A Gazeta nao tem camera na linha de impedimento e ele insiste em adivinhar as coisas, assim como seus companheiros de mesa (da qual o único que tem certa credibilidade é o Flávio Prado). Além de fazer merchans ridículos do gel 'NY Looks' e de seguros de carro. Deus me livre! Outro que gostaria de citar é o trouxa (ainda se xinga os outros de trouxa?) do Milton Leite do Sportv. Podem dizer: "Assiste o jogo em outro canal..." Como? O cara narra o pay-per-view! Não existe opção! Pro idiota o SPFC tá sempre no sufoco, jogando mal e errando muitos passes. O Palmeiras e Corinthians estão sempre sufocando o adversário e tocando bem a bola. Além de desconhecer totalmente o futebol de outros estados que não SP e RJ, e sempre chamar jogadores desses times de "o jogador paranaense, o lateral gaúcho...". A pior de todas foi no jogo SPFC x Juventude: Antonio Carlos (ex-atleta em atividade) dá uma entrada criminosa em Aloísio Balboa, quase quebra a perna do reapaz e é expulso com razão. Seu companheiro de clube Lauro empurra o juiz, xinga até a quarta geração da família do mesmo (aliás, juiz é tudo safado!) e também é expulso. Juntam-se Milton Leite e Eduardo Noriega e dizem "Vejam, nem falta foi! Foi disputa de bola. Errou o juiz em expulsar!" e passam o restante do jogo dizendo que o SP ganhou de 5, apesar do erro do juiz. Pro inferno! Pior é que a baianada (termo pejorativo utilizado por mim, mas sem nenhuma ofensa, já que meu padrasto é baiano) ouve o que esses ridículos dizem e absorvem como verdade. E saem por aí espalhando aos 4 ventos o que vêem na TV. Fora os Kajurus, Avallones e afins que sejam a ser patéticos de tão ruins e desiformados.
Esse foi resultado da "não falta" e do "erro de arbitragem" de SPFC x Juventude
Não que toda a classe de jornalista esportivo seja assim. Há muitos profissionais que gosto e respeito, como Juca Kfouri, Victor Birner, Paulo Vinícius Coelho, Cleber Machado, Mauro Betting entre outros. Esses sim fazem o verdadeiro jornalismo espoirtivo. E escrevo esse texto não como uma análise de jornalista frustrado nem nada disso, apenas coo espectador e ouvinte de futebol há, pelo menos, 15 anos. E que se indigna com o baixo nível de profissionalismo desses que aí estão!
FORA POLEMISTAS!
PS: reclamar é das minhas atividades preferidas!
Chega!
Trilha sonora: "Rocky Racoon" - The Beatles [marcomello]
Catalogando os machos –utilidade pública para as fêmeas
De Xico Sá.
Tudo bem, bravas fêmeas, os homens são todos iguais, já sabemos.
Alguns, no entanto, são bem mais perigosos que os outros. Em mais um serviço de utilidade pública, este cronista de costumes expõe aqui sua vitrine. Eis alguns tipos, noves fora a categoria metrossexual (já devidamente comentada nesta página) que merecem cuidados especiais:
Homem-bouquet – aquele macho que entende de vinhos finos, abre a garrafa, cheira a rolha, balança na taça, sente o “bouquet” da bebida... O tipinho não perde um programa do Renato Machado no GNT, entra em sites franceses do gênero, reúne os amigos para aporrinhá-los com o tal “bouquet”... Mais uma advertência: o mesmo elemento costuma apreciar também o que ele chama de “um bom jazz”, uma “música de qualidade”... Corra, Lola, corra de criaturas desse naipe.
Homem-hortinha _ Aquele mancebo que, ao receber as moças elegantemente para um jantar, usa o manjericão cultivado na própria hortinha que mantém no quintal ou na área de serviço. Cultivar o próprio manjericão não é exatamente o defeito do rapaz. O problema é que ele passa duas horas a discorrer sobre o cultivo da hortinha, os cuidados, o zelo, uma chatice só, para não dizer outra coisa. Uma amiga, coitada, conheceu um destes exemplares que cultivava até a própria minhoca usado como “fator adubante” da própria hortinha. Corra, Lola, corra, corra mesmo, corra enquanto é tempo!
Homem-do-predinho-antigo _ Aquele sujeito que ou é gay ou é um metrossexual enrustido. E o pior não é habitar um predinho antigo. O que mais dói é quando ele pronuncia, como toda a afetação desse mundo, que mora num “predinho antigo, charmoso”. Você entra lá, leitora do meu coração, e avista logo umas revistas chiques estrangeiras espalhadas pela sala, tipo “ID”, “Wallpaper” e quetais. O cara entende de iluminação indireta, tem cada abajur que só vendo. É um tipo sobretudo do Sudeste, mas também já começa a se espalhar pelo Sul e Nordeste. Fuja Lola, fuja.
Homem-Ômega 3 – Trata-se do camarada-saúde, preocupado em combater os radicais livres e encher o saco da humanidade com as suas receitas, dietas e bulas. Adora um salmãozinho, que ele pronuncia “salmon”, claro, como os mais frescos exemplares da raça. Jamais vai enfrentar um bom chambaril pernambucano ou barreado paranaense. Buchada de bode que é bom, vixe, passa longe. Até se benze, assustado, diante de um belo cozido de domingo. Adora um frango. Noooossa! Voa Lola e não se fala mais disso.
Homem-ONG – O sujeito onegê é o que há. Todo politicamente correto, benza-te Deus. Adora um abaixo-assinado, uma passeata, e está sempre morto de decepcionado com o governo, qualquer governo. Sim, ele acredita na humanidade, na responsabilidade social, no terceiro setor, na arte como redenção dos pobres... Se você reparar, leitora do meu coração, ele quase levita, de tão puro, de tão bom. Dá um “ninja” nele e some, Lola, some que é roubada-mor.
Homem-chorinho – Ele odeia tudo que é do estrangeiro, mesmo que seja um velho e bom rock´n´roll do Lou Reed ou do Elvis _tanto o rei como o Costello. Mas é capaz de passar horas, dias, quinzenas, como se estivesse numa festa igual à do filme “Anjo Exterminador” (de Buñuel), só ouvindo uma “MPB de qualidade” ou “zum de besouro ímã” do gênero. Finja que vai no banheiro, Lola, e dê área.
São textos assim que eu gostaria de ter escrito e nunca os faço... Enfim...
Trilha Sonora: Heaven Beside You - Alice in Chains [marcoantonio]
Sou um cara que adora listas. Seja pra concordar, seja pra discordar. Seja pra elogiar, seja pra xingar. Mas curto as pampas uma lista de maiores, melhores ou piores. Aí, em minhas andanças por sites obscuros num dia de não muito trabalho caí no site Digital Dream Door e me deleitei com uma infinidade de listas de 100 melhores em várias categorias: melhor baixista, guitarrista, banda dos 70, banda dos 80, enfim, ducaralho! Diversão grande, vale a pena entrar pra ver. Não sei dos critérios adotados, nem de quem os escolheu, mas achei algumas até bem coerentes, trocando uma ou outra posição... Pra quem tem preguiça, vou colocar aqui alguns 10 primeiros colocados em algumas categorias, quem quiser de aprofundar é só entrar no link acima. Abaixo de cada lista ponho meus comentários. Vejamos:
Melhor artistas de Rock
1. Beatles 2. Elvis Presley 3. James Brown 4. Rolling Stones 5. Bob Dylan 6. Chuck Berry 7. The Who 8. Led Zeppelin 9. Stevie Wonder 10. Jimi Hendrix Lista justa, só faria uma inversão de posições e incuiria os Ramones entre os 10, talvez no lugar do Bob Dylan, afinal ‘quem ouve Bob Dylan’?
Melhor guitarrista - Rock
1. Jimi Hendrix - Jimi Hendrix Experience 2. Eric Clapton - Yardbirds, Cream, Derek & The Dominos, Solo 3. Jimmy Page - Yardbirds, Led Zeppelin, The Firm 4. Jeff Beck - Yardbirds, Jeff Beck Group, Solo 5. Eddie Van Halen - Van Halen 6. Stevie Ray Vaughan* - Stevie Ray Vaughan & Double Trouble 7. Joe Satriani - Solo, Rainbow 8. Ritchie Blackmore - Deep Purple, Rainbow, Blackmores Night 9. Steve Vai - David Lee Roth, Whitesnake, Solo 10. David Gilmour - Pink Floyd, Solo Concordo também, o primeiro lugar é mais que justo, aliás, até o quarto ta perfeito, aí eu já tirava alguns dos virtuoses e colocava o Tommy Iommi e subiria o Gilmour algumas posições.
Melhor baixista - Rock
1. James Jamerson (Funk Brothers, session man) 2. John Entwistle (The Who) 3. Larry Graham (Sly & The Family Stone) 4. Chris Squire (Yes) 5. Jack Bruce (Cream) 6. Tony Levin (King Crimson, session man) 7. Geddy Lee (Rush) 8. Paul McCartney (The Beatles) 9. Louis Johnson (Brothers Johnson, session man) 10. Anthony Jackson (session man) Não conheço o primeiro lugar (ignorância minha, mas o cara era artista de estúdio), já os outros, todos altamente qualificados (o do Who era monstruoso!), talvez eu incluísse o cara do Primus que é um animal.
Melhor baterista - Rock
1. Neil Peart (Rush) 2. John Bonham* (Led Zeppelin) 3. Carl Palmer (ELP) 4. Keith Moon* (The Who) 5. Terry Bozzio (Frank Zappa) 6. Ginger Baker (Cream) 7. Hal Blaine (Session man) 8. Danny Carey (Tool) 9. Bill Bruford (Yes, King Crimson) 10. Earl Palmer (Session man) Não colocar o John Bonham em primeiro lugar em qualquer lista de bateristas é heresia. O Keith Moon era monstro, senti falta do Bill Ward nessa lista, mas ele estava entre os outros.
Melhor tecladista - Rock
1. Keith Emerson (ELP) 2. Rick Wakeman (Yes) 3. Jon Lord (Deep Purple) 4. Ray Manzarek (The Doors) 5. Richard Wright (Pink Floyd) 6. Tony Banks (Genesis) 7. Billy Preston 8. Ian Underwood (The Mothers Of Invention) 9. Steve Winwood (Traffic) 10. Nicky Hopkins (Rolling Stones, Jeff Beck) Justo.
Melhor riff de guitarra - Rock
1. Smoke On The Water - Deep Purple 2. Sunshine Of Your Love - Cream 3. Layla - Derek And The Dominos 4. Satisfaction - Rolling Stones 5. Iron Man - Black Sabbath 6. Heartbreaker - Led Zeppelin 7. Sweet Child O' Mine - Guns N Roses 8. Back In Black - AC/DC 9. Johnny B Goode - Chuck Berry 10. You Really Got Me - The Kinks Justo. Só faltou ‘Whole Lotta Love’
Melhor performance de baixo - Rock
1. YYZ - Geddy Lee (Rush) 2. The Real Me - John Entwistle (The Who) 3. The Lemon Song - John Paul Jones (Led Zeppelin) 4. Anesthesia (Pulling Teeth) - Cliff Lee Burton (Metallica) 5. Tommy The Cat - Les Claypool (Primus) 6. Apostrophe - Jack Bruce (Frank Zappa) 7. Sound Chaser - Chris Squire (Yes) 8. Metropolis Pt. I - John Myung (Dream Theater) 9. Jam - Larry Graham (Graham Central Station) 10. Karn Evil 9 - Greg Lake (ELP) Passa.
Melhor performance de bateria - Rock
1. Moby Dick - John Bonham (Led Zeppelin) 2. Toad - Ginger Baker (Cream) 3. Ticks And Leeches - Danny Carey (Tool) 4. 21st Century Schizoid Man - Michael Giles (King Crimson) 5. La Villa Strangiato - Neil Peart (Rush) 6. Erotomania - Mike Portnoy (Dream Theater) 7. Cobwebs And Strange - Keith Moon (The Who) 8. Tarkus - Carl Palmer (ELP) 9. Hot For Teacher - Alex Van Halen (Van Halen) 10. Heart Of The Sunrise - Bill Bruford (Yes) Justo. Talvez a batera de ‘Fairies Wear Boots’ do Sabbath entrasse também.
Artistas de Rock mais influentes
1. Elvis Presley 2. The Beatles 3. Chuck Berry 4. James Brown 5. Bob Dylan 6. Buddy Holly 7. Jimi Hendrix 8. Ray Charles 9. The Beach Boys 10. Little Richard Não sei até onde Buddy Holly influenciou uma geração, mas entre os 10 mais é foda. Ramones, Stooges e Zeppelin foram muito mais influentes, na minha concepção.
1. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) -The Beatles 2. Pet Sounds (1966) - The Beach Boys 3. Dark Side Of The Moon (1973) - Pink Floyd 4. Revolver (1966) - The Beatles 5. What's Going On (1971) - Marvin Gaye 6. Highway 61 Revisited (1965) - Bob Dylan 7. Rubber Soul (1965) - The Beatles 8. Thriller (1982) - Michael Jackson 9. Are You Experienced? (1967) - Jimi Hendrix 10. Blonde On Blonde (1966) - Bob Dylan Dois do Bob Dylan não. Talvez o Led II ou o Ramones – Ramones entrasse nessa lista. Na miha opinião. Os outros são justos.
Melhores álbuns ao vivo de Rock
1. Live At Leeds - The Who 2. At Fillmore East - The Allman Brothers Band 3. Live At The Apollo 1962 - James Brown 4. Made In Japan - Deep Purple 5. Band Of Gypsys - Jimi Hendrix 6. At The Star Club - Jerry Lee Lewis 7. How The West Was Won - Led Zeppelin 8. Live Cream, Vol. 1 - Cream 9. Get Yer Ya Ya's Out - Rolling Stones 10. At The Harlem Square Club - Sam Cooke ‘Made in Japan’ e primeiro, sempre. Sem comentários.
Melhores “Guitar albums” no Rock
1. Are You Experienced - Jimi Hendrix 2. Led Zeppelin II - Led Zeppelin 3. Texas Flood - Stevie Ray Vaughan 4. Van Halen - Van Halen 5. Layla - Derek And The Dominos 6. Electric Ladyland - Jimi Hendrix 7. Blow By Blow - Jeff Beck 8. Surfing With The Alien - Joe Satriani 9. Berry Is On Top - Chuck Berry 10. Disraeli Gears - Cream Joe Satriani é foda. Mas o resto é justo.
Melhores primeiros álbuns do Rock
1. Are You Experienced? (1967) - (Jimi Hendrix Experience) 2. Led Zeppelin (1969) - (Led Zeppelin) 3. The Doors (1967) - (Doors) 4. Ten (1991) - (Pearl Jam) 5. Appetite For Destruction (1987) - (Guns N' Roses) 6. My Aim Is True (1977) - (Elvis Costello) 7. Mr. Tambourine Man (1965) - (Byrds) 8. The Velvet Underground & Nico (1967) - (Velvet Underground) 9. Van Halen (1978) - (Van Halen) 10. Run-D.M.C. (1984) - (Run-D.M.C.) Van Halen e Run D.M.C.? Tão de sacanagem. Cadê o Sabbath?
Melhores músicas do Rock
1. Stairway to Heaven - Led Zeppelin 2. Johnny B. Goode - Chuck Berry 3. Like A Rolling Stone - Bob Dylan 4. Respect - Aretha Franklin 5. Satisfaction - Rolling Stones 6. Jailhouse Rock - Elvis Presley 7. A Day In The Life - Beatles 8. Bohemian Rhapsody - Queen 9. Good Vibrations - Beach Boys 10. What'd I Say - Ray Charles Lista foda de se fazer. Vou aceitá-la.
Listas são muito legais. Sugiro uma visita ao site e uma olhada mais aprofundada e cada item. Cultura musical e futebolística são coisas que me interessam profundamente e em igual intensidade, e esse site é um oásis aos aficcionados do bom e velho Rock’n’Roll.
Enjoy it.
Trilha sonora: "Golden Slumbers" – The Beatles [marcoroquenroumello]
Eu sempre disse (e meu pai sabe) que pai que deixa o filho torcer por outro time que não o seu é ausente. Não adianta falar que o loeque tem q escolher sozinho, livre arbítrio e os cambaus. Comigo nao existe isso: ou torce pro time do pai, ou vai dá-lo o maior desgosto de sua vida. Venho aqui dizer isso impulsionado pelo ótimo texto do ótimo escritor Xico Sá publicado na Folha de hoje. Apreciem:
XICO SÁ
A tragédia de um tricolor
Perder a mulher é doloroso, mas não chega nem perto de ver o rebento, o que mais ama no mundo, torcer para o rival
AMIGO TORCEDOR, amigo secador, a pior traição, o golpe mais doloroso, digamos assim, é quando o filho, aquela pequena e amada criatura, vem ao mundo e escolhe torcer pelo time inimigo. Você lá, corintiano doente com um pirralho são-paulino ou palmeirense. Você de coração clorofilado, de tão verde, e filhote com a camisa do Timão. Você 100% tricolor, e aquele guri abusado mirando-se no exemplo do Edmundo. Você lá, um passional freqüentador da Vila Belmiro, e o pivete com a camiseta do Tevez. É, essas coisas acontecem. Mas pode ser pior. Como aconteceu com um vizinho, cujo batismo não posso revelar por razões as mais óbvias. Amigos, prestem atenção na história, mas, antes, tomem algo, um copo d'água com açúcar, que seja, para calibrar os nervos. Tudo bem, o cara tem a maior fama de azarado, mas neste caso o destino carregou nas tintas da tragédia. Não carecia tanto. Ele foi largado pela mulher, a quem se devotava como um romeiro. Tinha os joelhos lanhados de tanto praticar essa profissão de amor e fé. Assim mesmo, como todo floreio, pois o amor de verdade é sempre brega como uma canção de Odair José. Foi trocado por outro, tudo bem, acontece, basta ter uma destas criaturas debaixo do mesmo teto. É do jogo. O pior viria depois. O seu filho, de cinco anos, virou o mais fanático dos corintianos, com lanterninha e tudo a que se tem direito. Virou corintiano exatamente por influência do sujeito que já havia levado o amor da sua vida. E o meu amigo é tricolor doente, daqueles insuportáveis de tanta crença no seu time. Está inconformado. Contou a sua tragédia durante um porre aqui no Ibotirama, boteco da Fernando de Albuquerque com a Augusta. O que ele não compreende é como o moleque virou a casaca mesmo nesta baita fase são-paulina, à beira de mais uma conquista da Libertadores. Amigos, dava dó vê-lo em lágrimas. Aquele homenzarrão fragilizado, enxugando os olhos com o manto sagrado do seu São Paulo. Perdeu a mulher, o casamento foi para o inferno e agora não pode nem comungar a sua fé tricolor com a criatura que mais ama na vida. Tentei confortá-lo, subimos ao salão, fomos jogar uma sinuca. Continuava inconsolável. Nem toquei no caso da mulher. Pelo que contou, é amor perdido. Mas mostrei para ele que, assim como virou corintiano, o menino pode voltar a ser são-paulino. Criança é assim. O pior, pelo que contou, é que o outro, o novo marido da mulher, leva maior jeito de ser um puta cara legal. Daqueles que a gurizada se apega no ato. E, cá entre nós, nem é assim tão fanático. O amigo me contou ainda que desliga a TV toda vez que passa aquele ótimo e piegas anúncio do batismo tricolor. Aquele do menininho agradecendo ao pai por ter herdado a condição de torcedor do São Paulo, por ser tricampeão do mundo -perdoai-vos, eles não sabem ainda o que venha a ser a Copa Toyota! Provocações à parte, o amigo voltou para casa carregado, de tão borratcho, mesmo assim com força para entoar, daquele jeito engraçado que os ébrios cantam, o hino que saúda o tricolor paulista.
Ótimo! e deixo aqui também o melhor comercial do mundo, supracitado no texto:
Obrigado pai, por me fazer tricolor!
Trilha sonora: "I don´t care" - Ramones [marcotricolormello]
Por isso é dos grandes ídolos atuais do SPFC. Por isso é dos grandes ídolos da história do SPFC. Por isso o cara é FODA!
"O empate persistiu até os 39min do segundo tempo, quando o centroavante Aloísio foi derrubado dentro da área e deu ao goleiro Rogério Ceni a chance de colocar os visitantes em vantagem. Antes da cobrança da penalidade, o atacante Bautista tentou desestabilizar o camisa 1 do adversário. E neste momento, foi surpreendido pela reação do zagueiro uruguaio Diego Lugano, que garantiu a tranqüilidade de seu companheiro.
"Você sabe quem é esse aí?", questionou Lugano. "Ele é o goleiro tricampeão da Libertadores e do mundo! Ele tem mais títulos do que a soma de todos os outros jogadores que estão em campo hoje [quarta-feira] e você quer tentar tirar a calma dele?", continuou.
Até pela facilidade que tem com o idioma espanhol, Lugano é um dos jogadores mais comunicativos que o São Paulo tem em campo nas partidas da Libertadores. "Ter um cara com esse tipo de liderança no elenco é fundamental", sentenciou o treinador Muricy Ramalho a respeito de seu camisa 5, que cumpriu suspensão na rodada passada e retornou à equipe no confronto com o Chivas."